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Entrevista: 
David Soeiro Barbosa

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DAVID SOEIRO BARBOSA

Professor adjunto na Universidade Federal de Minas Gerais no Departamento de Parasitologia do Instituto de Ciências Biológicas (ICB/UFMG). Cursou graduação em Medicina Veterinária pela Universidade Estadual do Maranhão. Realizou mestrado e doutorado em Ciências (Epidemiologia em Saúde Pública) na Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca da Fundação Oswaldo Cruz (Rio de Janeiro).

Durante o doutorado realizou período sanduíche na Escola de Saúde Pública de Harvard (Boston) e intercâmbio na Organização Mundial de Saúde (Genebra). Foi professor visitante em programa de pós-doutorado na London School of Hygiene Tropical Medicine, Inglaterra (2020). É professor permanente e orientador de mestrado/doutorado no Programa de Pós-Graduação em Parasitologia do ICB e colaborador no Programa de Pós-graduação em Saúde Pública da Faculdade de Medicina da UFMG. É chefe do Laboratório de Epidemiologia de Doenças Infecciosas e Parasitárias do ICB/UFMG e coordena o grupo de pesquisa "Epidemiologia e Controle de Doenças Tropicais Negligenciadas e Zoonóticas". Faz parte da coordenação do Núcleo de Apoio às Relações Internacionais do ICB/UFMG e é membro fundador da Rede One Health Brasil. É ainda membro do corpo editorial da PLOS Neglected Tropical Diseases. 

Ana Clara da Cunha, Anderson Fernandes de Oliveira Filho, Arthur Lage Leão, Débora Célia Viana Silva, Guilherme Augusto da Silva Barbosa, Helena Catizani Franco de Faria, Julia Martins Santos Sousa, Rafael Lacerda Leao de Oliveira, Stella Honório Prado, Yana Sofia de Jesus Oliveira

Graduandos do curso de Medicina (UFSJ-CCO)

v.2, n.2, 2024
Fevereiro de 2024

Múltiplas vezes premiado nacionalmente e internacionalmente, com vários artigos publicados em periódicos relevantes no âmbito acadêmico, David Soeiro Barbosa é médico veterinário pela Universidade Estadual do Maranhão. Realizou residência pós-doutoral na London School of Hygiene & Tropical Medicine (Inglaterra) e doutorado com período sanduíche na Harvard School of Public Health (Estados Unidos). 

David é uma das referências nacionais em pesquisas sobre leishmaniose visceral,  e vem dedicando sua vida à pesquisa e ao estudo da epidemiologia no contexto da saúde pública.

 

Atualmente é professor permanente e orientador de mestrado/doutorado no Programa de Pós-Graduação em Parasitologia do ICB e colaborador no Programa de Pós-graduação em Saúde Pública da Faculdade de Medicina da UFMG, além de chefe do Laboratório de Epidemiologia de Doenças Infecciosas e Parasitárias do ICB/UFMG e membro titular do Comitê de Ética em Pesquisa da mesma instituição. 

 

Dentre suas linhas de pesquisa, destacam-se suas investigações em epidemiologia geral, epidemiologia de doenças transmissíveis, sistemas de informação e tecnologias em saúde, leishmaniose, análise espacial em saúde, controle de zoonoses e doenças negligenciadas. 

Segundo o entrevistado, a sua principal linha de pesquisa envolve o estudo da epidemiologia de doenças infecciosas e parasitárias no país. Atualmente, David trabalha com uma diversidade de temas que abrange o estudo das leishmanioses (visceral e tegumentar), febre amarela, dengue, COVID-19, esquistossomose,  malária, esporotricose, entre outras doenças de importância em saúde pública.

 

Apesar da longa jornada acadêmica, David destaca que o interesse pela ciência se iniciou logo nos primeiros períodos na universidade maranhense: “Meu interesse pela ciência surgiu nos primeiros períodos da graduação em Medicina Veterinária. A realização de trabalhos de campo na área da saúde nas comunidades e o trabalho desenvolvido no laboratório já me fascinavam”. Como qualquer jornada, a caminhada do pesquisador não foi isenta de dúvidas, questionando-se, inclusive, sobre qual curso de graduação deveria fazer. Chegou a cogitar cursar Biologia e Odontologia, mas escolheu ser médico veterinário devido às maiores possibilidades de atuação que o curso oferecia.

 

Ao ser questionado sobre qual fator foi decisivo para seguir na carreira científica, o pesquisador destaca que sua introdução no campo da pesquisa ocorreu logo no início da sua formação. Os estudos que envolviam visitas a comunidades para investigar zoonoses em áreas socialmente vulneráveis na cidade de São Luís, foram o pontapé necessário e decisório para nunca mais abandonar a área científica. 

David destaca também que sua maior motivação para prosseguir com o trabalho científico no Brasil é o que se espera de qualquer pesquisador:  a “curiosidade”. Apesar dessa motivação, o professor universitário ressalta as dificuldades enfrentadas: “Falta muito apoio aos pesquisadores brasileiros e os recursos para as pesquisas são escassos”. 

 

Quando perguntado sobre qual seria o conselho para futuros pesquisadores, David alerta que é necessário manter-se dedicado, apesar da caminhada longa e difícil, mas plenamente possível: “Tem que ter muita dedicação e gostar de se questionar sobre as fronteiras do conhecimento para pensar novas perguntas, para contribuir em diferentes questões com importância para o desenvolvimento da ciência e para a sociedade”, destaca. 

 

David é mais um exemplo de como o caminho da pesquisa é um percurso de doação e desafios, mas também de superação e reconhecimento. Agradecemos ao pesquisador pela contribuição valiosa na área da saúde pública nacional  e o parabenizamos pela brilhante trajetória.

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